segunda-feira, 16 de março de 2015

Menos ódio

É muito ódio!
Todo mundo sabe que o mundo é feito de opiniões diferentes, ideias que conflitam, gostos que não dialogam, é assim no futebol, na religião e também na política.
Contudo, estas diferenças se afloram fazendo surgir o pior e mais mesquinho dos sentimentos, o ódio.
Ano passado, vimos, presenciamos e até sentimos o que é a raiva, o preconceito e a repulsa daqueles que tiveram sua opinião derrotada no pleito eleitoral para presidente da republica.
O preconceito doentio que beira uma histeria, da menor parte da população, chegou ao que imaginava ser o ponto máximo: responsabilizar e desqualificar o voto dos negros, nordestinos, gays, pessoas com menor instrução e àqueles que são beneficiados por programas sociais, oferendo a eles a "culpa" pela da fracassada campanha do candidato tucano.
Se isso não bastasse, ao final do do segundo turno foram inúmeras as demonstrações de  intolerância nas redes sociais, aposto que muitos de vocês tomaram conhecimento de uma que seja.
Durante a posse da presidenta Dilma, os comentários que li foram repugnantes, li mulheres, mães de família, mulheres mães de família, mães de meninas, meninas que um dia serão mulheres, serão mães de família ofenderem à presidente com xingamentos que são no mínimo náuseas. Ora minhas "senhoras" chamar uma mulher, uma senhora de vaca, puta, vagabunda, de piranha, só por que não foi a pessoa que você escolheu é (sem definição). Confesso que fiquei descrente com a humanidade.
Eu achava que parava por ai.
Contudo, as cenas deste fim de semana me fizeram refletir sobre o que é essa sociedade em que vivemos, o que é a democracia, o que são as pessoas e quais seus valores.
Ver cartazes pedindo a morte de outro ser humano (petistas) por diferenças políticas é justificar as ações do Hamas e Estado Islâmico, justificar a decapitação de seres vivos, afinal, é por "diferença política".
Ver bonecos pendurados simbolizando enforcamento é justificar o apartheid que matou e marcou milhares de negros entre 1948 e 1994 na África do Sul.
Ver pessoas pedindo a volta da ditadura militar é dizer que milhares de brasileiros morreram em vão, morreram para que você tivesse direito  a protestar.
Somos um país novo se falando em democracia, somos "café com leite" como dizíamos nos jogos de futebol ao se referir às crianças mais novas. São apenas 30 anos de democracia, 30 anos de liberdades, 30 anos que podemos manifestar nossas ideias em publico sem ser preso ou agredido por um agente da polícia.
Precisamos aprender a lidar com a democracia, a respeitar a maioria, a respeitar a minoria, a conviver as diferenças...
Por fim, deixo aqui meu desabafo, estou perdendo algo que sempre me fez a continuar a lutar: estou perdendo a fé nas pessoas.
Menos ódio, mais amor, mais tolerância.

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