sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Confrários!

Meus amigos escrevem poesias em pé.
Levantam humores rápidos,
Sentimentos dos mais rápidos
Aos mais meticulosos.

Meus amigos vivem poesias
Todos lêem poesias de outros poetas,
Dos mais requintados, exigentes,
Aos mais podres e imediatos.

Meus amigos escrevem poesias
E não se perdem na sinceridade,
Preocupam-se em não serem medíocres
E nem poeiras apodrecidas de livros.

Meus amigos escrevem poesias
E não poemas de pré-vestibulares,
Abanam a história dos homens
E se refrescam em frestas de peludas mulheres.

Meus amigos escrevem poesias,
Contemporâneas como são as revoluções.
Destilam-se na sensibilidade da luta,
E se abraçam, esperando o fim do dia.

Meus amigos escrevem poesias.
Chico César torce pelo Botafogo,
Guiberto Genestra bebe tertúlias,
A Mariana, que é safada, reza para Deus,
E eu sou parte de todos.

Por esta liberdade de serem poetas,
Escrever é o fuzil singelo
De mandar ao expurgo de Antártida
Os medíocres “escritores” de escrivaninha.
E para o inferno de ilhas sem águas,
Os lambe-sacos que escrevem
Para o nada
(E de anáguas)…

Poesia do amigo e camarada Éric Meireles de Andrade

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