quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Num bar - Max Martins

Num bar abaixo do Equador às cinco da manhã escrevo
meu último poema Arrisco-o
ao azar do sangue sobre a mesa mapa
de crises cicatrizes moscas
Gravo-o
fala de mim demão e nódoa
nós e tábua deste barco-bar
que arrumo e rimo:
verso-trapézio osso
troço de ser
escada onde
lunar oscilo
solitário
quando
vieram uns anjos
de gravata e me disseram: Fora!

Referências:

Poemas reunidos, 1952-2001
Max Martins
Editora da Universidade Federal do Pará – edição 2001

Fonte: Prosa e Poesia

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