sexta-feira, 16 de julho de 2010

Mário Quintana - O Poema

Um poema como um gole d’água bebido no escuro.
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre
[na floresta noturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa
[condição de poema.

Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.

Antologia Poética de Mário Quintana –
Seleção e Apresentação Walmir Ayala
Editora – Ediouro – coleção prestígio

Fonte: Prosa@Poesia

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