quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Barão de Itararé - Observações morais, satíricas ou irônicas

O homem que se vende recebe sempre mais do que vale.
Quem foi mordido de cobra até de minhoca tem medo.

Sabendo levá-la, a vida é bem melhor do que a morte.

As crianças atingem aos sete anos a idade da razão. Depois disso, começam a praticar toda espécie de loucura, até o juízo final.

É mais fácil sustentar dez filhos do que um vício.

Diplomata é um homem inteligente que consegue convencer a senhora que, com um casaco de pele, pareceria muito mais gorda.

A esperança é o pão sem manteiga dos desgraçados.

Queres conhecer o Inácio, coloca-o num palácio.

O mal alheio pesa como um cabelo.

El vivo vive del sonzo y el sonzo, de su trabajo.

Há Cadilacs de oitenta cavalos, sem contar com o proprietário.

Aquele senhor era tão tímido que até tinha vergonha de proceder honestamente.

Desgraça de jacaré são essas bolsas de couro.

A primeira ação de despejo de que se tem memória foi a expulsão de Adão e Eva do Paraíso, fundamentada na falta de pagamentos de aluguel e comportamento irregular.

Esporte é tudo aquilo que fazemos para deixar de fazer justamente aquilo que deveríamos fazer.

Os homens são sempre sinceros. O que acontece, porém, é que às vezes trocam de sinceridade.

Quem é mais porco? O porco ou o homem que come o porco?

O médico militar é um doutor que examina rigorosamente o soldado para ver se ele está em perfeito estado de saúde para ir morrer no “front”.

Adolescência é a idade em que o garoto se recusa a acreditar que um dia ficará cacete como o pai.


Máximas e mínimas do Barão de Itararé
Barão de Itararé
Seleção e organização de Afonso Félix de Sousa
Editora Record – 2ª edição, 1986

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