domingo, 26 de dezembro de 2010

Dom Pedro II - O Beija-Flor

O verde beija-flor, rei das colinas,
Vendo o rocio e o sol brilhante
Luzir no ninho, trança d'ervas finas,
Qual fresco raio vai-se pelo ar distante.

Rápido voa ao manancial vizinho,

Onde os bambus sussurram como o mar,
Onde o açoká rubro, em cheiros de carinho,
Abre, e eis no peito úmido a fuzilar.

Desce sobre a áurea flor a repousar,

E em rósea taça amor a inebriar,
E morre não sabendo se a pode esgotar!

Em teus lábios tão puros, minha amada,

Tal minha alma quisera terminar,
Só do primeiro beijo perfumada!

Fonte: http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=6347
NOTA: Tradução do poema "Le Colibri", de Leconte de Lisle

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