domingo, 26 de dezembro de 2010

Dom Pedro II - Sempre o Brasil

Nunca noite dormi tão sossegado,
Quem nem mesmo sonhei com o meu Brasil,
Porém, vendo infinito mar d'anil,
Lembra-me a aurora dele nacarada.

Cada dia que passa não é nada,

E os que faltam parecem mais de mil.
Se o tempo que lá vivo é um ceitil,
Aqui é para mim grande massada.

E a doença porém me consentir,

Sempre pensando nele, cuidarei
De tornar-me mais digno de o servir,

E, quando possa, logo voltarei;

Pois na terra só quero eu existir
Quando é para bem dele que eu o sei.

Fonte: http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=6352

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