domingo, 26 de dezembro de 2010

Euclides da Cunha - Mundos extintos

São tão remotas as estrelas que, apesar da vertiginosa velocidade da luz, elas se apagam. e continuam a brilhar durante séculos.

MORREM OS MUNDOS... Silenciosa e escura,

Eterna noite cinge-os. Mudas, frias,
Nas luminosas solidões da altura
Erguem-se, assim, necrópoles sombrias...

Mas pra nós, di-lo a ciência, além perdura

A vida, e expande as rútilas magias...
Pelos séculos em fora a luz fulgura
Traçando-lhes as órbitas vazias.

Meus ideais! extinta claridade -

Mortos, rompeis, fantásticos e insanos
Da minh'alma a revolta imensidade...

E sois ainda todos os enganos

E toda a luz, e toda a mocidade
Desta velhice trágica aos vinte anos...

Fonte: http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=2396

3 comentários:

claudiasantanna disse...

Lindo adoro Euclides da Cunha!!Feliz você de te postado esse poema!!Lindo Ale!!

Paulinha disse...

A noite chega para todos, mas a esperança repousa no brilho das estrelas e na certeza de que um amanhã virá...
E será ensolarado...

Obrigada por resgatar Euclides da Cunha!

José María Souza Costa disse...

Passei aqui lendo. Vim lhe desejar um Tempo agradável, Harmonioso e com Sabedoria. Nenhuma pessoa indicou-me ou chamou-me aqui. Gostei do que vi e li. Por isso, estou lhe convidando a visitar o meu blog. Muito Simplório por sinal. Mas, dinâmico e autêntico. E se possivel, seguirmos juntos por eles. Estarei lá, muito grato esperando por você. Um abraço e fique com DEUS.

http://josemariacostaescreveu.blogspot.com

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