terça-feira, 29 de outubro de 2013

Histórias do Metrô #01

 

Certo dia, como de costume peguei o metrô na estação Jabaquara. O dia estava quente e o trem como sempre cheio, neste dia, não consegui lugar para sentar e fiquei em pé de costas para a porta.

Estava de óculos escuros e ouvindo musica com fones de ouvido. De manhã tenho um humor pior do que de costume (no restante do dia), por isso, ouço musica no volume máximo para não ter de escutar conversas que um dia contarei aqui. Já os óculos, serve para que não me vejam de olhos fechados e também por que é um acessório que eu gosto.

Vamos à história:

A medida que o o metrô avançada pelas estações, mais e mais pessoas se aglutinavam no interior do vagão, a temperatura ia se elevando e cada vez mais aquilo parecia com o escritório do capiroto.

Algumas estações à frente o trem para, as portas se abrem e em meios as dezenas de pessoas que procuravam lugar no vagão surge uma bela moça, alias, uma moça maravilhosamente linda.

Branca, cabelos pretos no meio das costas, sem chapinha (prefiro ao natural), devia ter entre 1,65 e 1,70 cm de altura, rosto angelical, boca provocativamente desenhada por um batom discreto, olhos castanhos, ligeiramente claros, mãos pequenas e delicadas, unhas vermelhas (eu não resisto), pés pequenos com unhas sutilmente adornadas por um esmalte bem claro. 

Ela usava um vestido rosa, pouco acima do joelho, parecia ser feito sob medida, se é que não foi. O vestido desenhava seu corpo, seus quadris. 

Ao entrar no vagão, todos os marmanjos de plantão se voltaram para ela, inclusive eu, acho que cheguei a ver até algumas mulheres que olhavam para aquela linda mulher que procurava onde se segurar.

Entrou, pediu licença para um, pediu licença para outro, foi chegando e ...

Sim, se postou em minha frente, para ser exato a cerca de 20 centímetros de mim.

Podia então, com aquela moça tão perto de mim, sentir seu perfume ligeiramente adocicado e cítrico.

A medida que seguíamos viagem, mais passageiros iam se espremendo, se empurrando e procurando um lugar para ficar, com isso, a moça bela a minha frente ficava cada vez mais perto.

Certo momento já estava ligeiramente constrangido com a situação, mas não conseguia parar de olhar,  através dos óculos escuros, seus lábios, ali tão perto dos meus.

De repente, o metro para dentro do túnel e ela se segura em mim, pede desculpas e fala:

- Posso te fazer uma pergunta?

Eu prontamente respondi:

- Claro!

Ela pergunta:

- Qual perfume você esta usando? 
- É muito gostoso! Muito bom!

Eu já sentia minha pele ficando vermelha (vergonha), mas rapidamente falei o nome do meu perfume (não farei publicidade)

Então ela me diz:

- Vou comprar para o meu namorado.
- Muito obrigado

Então, respondi (frustrado):

- De nada!

Mais alguns segundos notei que ela me olhava com cara de interrogação, então perguntei:

- O que foi?

Ela respondeu:

- Eu preciso descer nesta estação, você pode me dar licença?

Neste momento percebi que a porta atrás de mim estava aberta e eu atrapalhava a saída da bela moça e a entrada de algumas dezenas de pessoas que se aglomeravam esperando eu sair do caminho.

Ela se foi, levou seu perfume, meu sorriso.

Eu fiquei, com meu perfume e sem o sorriso que ela levou.

Alias, fiquei foi com vergonha ao perceber que havia muita gente me olhando.

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